segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A décima primeira oficina

No dia 25 de novembro foi realizada mais uma oficina do GESTAR II referente ao TP2 Unidades 5 e 6. Nesta oficina analisamos os diferentes conceitos de gramática: interna, descritiva e normativa. Observamos que a gramatica descritiva permite o estudo reflexivo da língua. É o estudo reflexivo que nos permite estudar as possibilidades linguíticas mais adequadas a determinado momento de comunicação, ao contrário da normativa que desconsidera as situações de interação.
Após discutimos questões relacionadas a frase a sua organização, o período, oração e as várias possibilidades de organização da frase e do período.
Dando continuidade socializamos os Avançando na prática, produzidos pelos alunos e realizamos a proposta de atividade com textos.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009



A Décima Oficina


No dia 18 de novembro foi realizada a segunda oficina do TP1 referente às unidades 3 e 4. Para iniciar o encontro entreguei para as cursistas algumas tiras do personagem Snoopy. Realizamos a leitura coletiva e pensamos em atividades que poderiam explorá-las com os alunos. Dando continuidade, analisamos os aspectos teóricos do TP como a mudança da noção do conceito de texto, a importância de trabalharmos com imagens, no caso, fotografias. Discutimos também o conceito de competência discursiva, ficando claro as cursistas que ela será desenvolvida se possibilitarmos aos alunos o contato com os diferentes gêneros textuais. No momento que falamos dos objetivos de leitura, as professoras destacaram a dificuldade que os alunos têm em relação a isso, pois quando precisam de alguma informação não sabem em que tipo de texto poderão encontrá-la. Comentamos também a importância de desenvolver atividades nas quais os alunos devem observar o ponto de vista presente nos textos. Posteriormente cometamos as atividades que as cursistas aplicaram com seus alunos. O que chama a atenção é que a maioria das cursistas escolhe atividades do AAA para trabalhar com os alunos. Para finalizar desenvolvemos a atividade proposta para esta oficina ,ou seja, trabalhar com a fábula A língua . A questão que norteou o trabalho era: Que relação podemos estabelecer entre a fábula e o assunto de nossa unidade? no caso o texto. Verifiquei que pelo fato do texto ser uma fábula, as cursistas logo pensaram em explorar a moral da história, mas depois de discutirmos, elas verificaram que não era essa a proposta da atividade, que o texto deveria ser estudado enquanto texto, gênero e não apenas pela sua moral.
A Nona Oficina


No dia 11 de novembro realizamos a nona oficina do programa que contemplou as unidades 1 e 2 do TP1. O assunto foi variantes lingüísticas: dialetos e registros e desfazendo equívocos. Inicialmente entreguei as cursistas alguns textos que continham diferentes variedades lingüísticas para elas perceberem a riqueza da língua portuguesa.
Confesso que fiquei feliz com o resultado da conversa inicial, pois percebi que as cursistas dominavam as informações presentes no TP. Discutimos muito sobre as variedades da língua portuguesa, comparamos exemplos que caracterizam a fala do nosso município, com a de municípios vizinhos. Além disso, discutimos sobre o preconceito que existe em relação a algumas variedades e o quanto precisamos trabalhar para combater isso. Dessa forma a parte inicial destinada a discussão dos aspectos teóricos transcorreu tranquilamente. Posteriormente passamos a socializar as atividades desenvolvidas pelos alunos. Algumas cursistas não conseguiram concluir a atividade com os alunos devido ao pouco tempo entre uma oficina e outra, pois estou realizando encontros semanais. Após analisar os trabalhos dos alunos, realizamos o trabalho proposto com a crônica A outra senhora, de Carlos Drumonnd de Andrade. As cursistas conseguiram responder as questões com tranqüilidade. Em relação à última questão que pedia se elas trabalhariam essa crônica com os alunos, elas disseram que até poderiam, mas acreditam que os alunos teriam muita dificuldade em entendê-la pela linguagem apresentada. Pude observar que as cursistas perceberam o quanto é importante explorar essa diversidade linguistica para ampliar a competência discursiva dos alunos.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A Oitava Oficina

No dia 04 de novembro foi realiza a oitava oficina do Gestar II referente Unidade 23: O processo de produção textual: revisão e edição e a Unidade 24: Literatura para Adolescentes.
Iniciamos a oficina e as cursistas já relataram as dificuldades que estão tendo para aplicar os Avançando na Prática uma vez que para concluir em dezembro deste ano estou realizando os encontros semanalmente. Após entreguei a síntese das unidades 23 e 24 para discutirmos:

Unidade 23: O processo de produção textual: revisão e edição

· A revisão é uma das etapas da produção que requer mais esforço para ser aprendida e utilizada. O ensino e a aprendizagem do processo de revisão requerem uma prática de estratégias de releitura, reflexão e do afastamento do escritor de seu próprio texto.
· Um texto é construído em processo. Este, geralmente, é iniciado por uma preparação que inclui atividades de pesquisa de materiais e conteúdos sobre o tema e de leitura, compreensão e de interpretação de textos que subsidiam as etapas de planejamento e escrita.

Questões para revisão




1- O texto cumpre seu objetivo?
2- Consciência da audiência;
3- Relevância do conteúdo;
4- Sequenciação da informação;
5- Nível de formalidade;
6- Função da comunicação;
7- Convenção ( formato do documento);

A revisão é desencadeada por comparação entre o que se tem como objetivo e texto planejado que está sendo produzido.

Nas atividades de revisão, você pode verificar elementos referentes à estrutura do texto, do gênero, à seqüência de idéias, além de corrigir ortografia, pontuação e outros elementos locais de coesão.

Ao salientar algum desses pontos soltos no texto do aluno, os comentários de professores produzem um monólogo, pois caracteristicamente apontam erros e ambigüidades, mas muito raramente oferecem sugestões práticas para que o aluno entenda o ponto de vista do revisor e proceda a uma revisão eficaz de seu texto.

Comentários muito gerais não possibilitam uma reflexão sobre a relação entre o seu texto e os elementos que compõem a situação sócio-comunicativa. A avaliação processual objetiva analisar o que os alunos têm a contar, suas opiniões que estejam defendendo, informações que podem dar.

O autor tem que aprender a dialogar com o próprio texto, internalizar, modelar de forma variada as questões que possam surgir a partir da leitura de seu texto, aprendendo a antecipar questões e tentando resolve-las para que seu texto não cause problemas de compreensão.


Uma forma interessante de desenvolver atividades de revisão e edição é contando com a leitura feita por colegas, seja individual ou coletivamente.
Estratégias de revisão

· Um texto pode ter problemas de coerência e coesão. Portanto, uma atividade recomendada é fazer brincadeiras com textos acessíveis em que falte um pedaço dê a sensação que “há algo faltando” ou que “ há algo esquisito”.

· Ensine seus alunos a deixarem alguns problemas para serem retomados numa segunda leitura do texto, como dificuldades em encontrar um termo mais adequado.

· Sugira que marquem o local em que falta um termo ou escrevam um sinônimo e depois resolvam o problema indo ao dicionário.


· Assim como nas etapas de planejamento e escrita, a revisão e edição têm que ter um limite, principalmente na escola (na vida profissional nos delongamos mais), pois se corre o risco de desmotivar o aluno. A idéia é que o professor aja com tranqüilidade, adicionando numa mesma aula uma ou outra sugestão. A sobrecarga de informações pode tornar ineficaz o trabalho com o processo, assim como a longa duração da produção de um mesmo texto.

· A questão colocada, então, para se começar a trabalhar em sala de aula, é fazer que o aluno consiga identificar problemas no seu texto, organizando o ensino e o aprendizado a partir dos conhecimentos que já construiu.

· Como vimos, revisar e editar implicam comparar, identificar, anotar, apagar, inserir, criar espaço, copiar trechos e mesmo o texto todo, se não houver computadores à disposição.


· A prática individual pode ser alternada por práticas de escrita em grupo, como as propagandas, ou mesmo coletivas, de todos com o professor. Uma idéia interessante é produzir uma caixa com tiras contendo marcadores de tempo e espaço e produzir um texto coletivo em que alguns venham para frente e retirem um dos marcadores, enunciem para o grupo e o próximo a continuar a história tenha que inserir o marcador em sua frase ou período. O professor transcreve o texto que esteja sendo ditado no quadro e, ao final da tarefa, divide os alunos em grupo para que trabalhem aspectos de coesão e coerência . Em seguida, os grupos podem apresentar seus textos oralmente, ou pendurá-los no varal de textos ou, ainda, colocá-los numa caixa do professor, para textos já editados, esperando o retorno do professor para uma nova discussão e diálogo.

· As listas devem mudar à medida que as crianças também se modificam e, uma vez que existe uma imensa variedade de capacidades dentro de uma sala de aula, faz sentido confeccionar se vários tipos diferentes de listas de verificação, cada uma representando diferentes níveis de sofisticação.


· Alguns professores sugerem que os alunos comecem a ler o texto a partir de seu final, de modo que possam ver as palavras fora do contexto e os erros óbvios.

· [ ..] O ponto mais importante na minha opinião é fazer com que as crianças percebam que a edição envolve mais do que a correção de erros. Este é um ato criativo, um período de encurtar e ligar, para tornar a linguagem mais “ enxuta”, para colocar em ordem os pensamentos e para escutar a poesia e o ritmo das sentenças que se escreve.

Unidade 24: Literatura para Adolescentes

Problemas de leitura


1- Nossos alunos, quando muito, lêem de modo superficial, “Lêem a linha”, mais fácil de ser aprendida numa leitura rápida.
2- A dificuldade com relação à leitura autônoma, mesmo de significados superficiais e evidentes, leva a pouca criticidade, à ausência de extrapolações ou inferências menos óbvias ( não lêem as entrelinhas,ou o por trás das linhas).
3- Nossos alunos lêem pouco também do exigido pela escola, e em geral essa leitura “ não escolar” elege poucas vezes o livro.Privilegiam o texto curto, em revistas ou jornal, o que parece contribuir decisivamente para a leitura rasa, percebida nas pesquisas.


A família é fator importantíssimo na formação de todos os valores dos filhos, e o gosto pela leitura é um desses valores.

É preciso que o professor viva este discurso, e que a literatura seja uma presença constante no seu cotidiano . E isso só ocorre quando o professor lê literatura e sabe ler verdadeiramente literatura.


Seus problemas de leitura insuficiente estão ligados também a uma leitura insuficiente do professor e de práticas pouco produtivas da escola, em torno de ato ler.
Numa revisão de posturas, o professor precisaria insistir em leituras mais longas, completas, e dar um espaço privilegiado para o livro de leitura.

Em outras palavras: a imposição é um bom caminho para se pensar a leitura como valor?No campo de criação de valores, sabemos que, ao longo da vida, nos aproximamos das experiências que dão prazer e repelimos as que geram desprazer e desconforto.

A prática de exigir de toda a turma a leitura de uma mesma obra é, também, um engano.

Certos professores dizem que todos os alunos precisam ler aquele tal livro, porque ele é fundamental o estudo da literatura, ou argumento parecido.

Jogar a literatura para o campo instrucional pode tirar dela o poder de fantasia e do jogo, que alimentam outra parte importante de nossa vida.

Ao propor uma leitura literária é fundamental que o literário seja o prioritário, e que o informativo emerja da construção artística, e não o contrário.

As cursistas gostaram do material sobre a produção: revisão e edição, pois no desenvolvimento de suas aulas, elas relatam que os alunos empolgam-se com as atividades de produção propostas, mas no momento de produzir efetivamente os textos, os alunos apresentam muitas dificuldades. Assim sendo as atividades de revisão e edição propostas pelo TP, auxiliarão os alunos na superação de suas dificuldades de produção, pois permitem que o aluno tenha um novo olhar sobre sua produção. Em relação às questões de leitura, o grupo percebeu o quanto a motivação do professor é essencial para o desenvolvimento do gosto pela leitura. Dando continuidade, os professores compartilharam experiências que deram certo com o trabalho de leitura. Fiquei feliz, pois a maior parte do grupo acredita que o trabalho com a leitura está ligado ao prazer, ao envolvimento. Ler também é uma tarefa que exige, mas no momento que o aluno é cativado fica mais fácil. Para encerrar a oficina, realizamos um exercício de produção e revisão, no qual as cursistas puderam por em prática os aspectos teóricos propostos no TP.







sexta-feira, 6 de novembro de 2009


A Sétima Oficina


No dia 21 de outubro realizamos a oficina referente à Unidade 21: Argumentação e linguagem e à Unidade 22: Produção textual: Planejamento e escrita. Num primeiro momento foi lida a seguinte mensagem:

A lenda do monge e do escorpião


Monge e discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas.O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido à dor, o homem deixou-o cair novamente no rio.
Foi então a margem tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou.Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada.
Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.
"Mestre, deve estar doendo muito! Porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão!"O monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu:
"Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha."Esta parábola nos faz refletir a forma de melhor compreender e aceitar as pessoas com que nos relacionamos.
Não podemos e nem temos o direito de mudar o outro, mas podemos melhorar nossas próprias reações e atitudes, sabendo que cada um dá o que tem e o que pode.
Devemos fazer a nossa parte com muito amor e respeito ao próximo. Cada qual conforme sua natureza, e não conforme a do outro.

As cursistas concluíram que os professores no seu dia a dia deveriam ter uma atitude semelhante a do monge, ou seja, não deveriam se igualar aos alunos nas atitudes, procurando sempre ser um exemplo.
Após essa reflexão, discutimos a parte teórica do TP. Junto a essa teoria as cursistas relataram suas práticas com a argumentação em sala de aula. Elas perceberam que o texto argumentativo pode ser trabalhado não apenas com as séries finais do ensino fundamental como 7ª e 8ª séries, mas também com as séries iniciais. As cursistas gostaram da parte teórica do TP, pois ele traz diferentes gêneros que contemplam a tipologia argumentativa, portanto as cursistas tiveram a oportunidade de perceber que a argumentação está presente não apenas em textos dissertativos. Em seguida discutimos a importância do planejamento antes da produção, sendo que as cursistas relataram a dificuldade que os alunos têm em planejar textos, portanto devido a esse fato, reforçou-se a importância de desenvolvermos esse tipo de trabalho com nossos alunos. Dando continuidade realizamos a atividade proposta para a oficina.