segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

A Décima Segunda Oficina

No dia 09 de dezembro de 2009, realizei o último encontro do GESTAR II referente ao TP2. Como era o último encontro, foi realizada uma confraternização na minha casa. Primeiramente as cursistas receberam uma mensagem natalina a qual foi lida por uma delas. Posteriormente fizemos uma avaliação do curso, de como passou rápido, apesar das inúmeras quartas-feiras que nos encontramos, das mudanças que nosso trabalho passará a ter no ano de 2010 devido ao curso. Após trabalhei com as cursistas o filme O Carteiro e o Poeta, pois o filme aborda o conteúdo das duas últimas unidades presentes no TP2, ou seja, a função da arte na vida das pessoas. As cursistas perceberam a importância de se trabalhar o literário com os alunos, a importância de se trabalhar o olhar, a observação. Elas também puderam verificar, através do filme, que até mesmo pessoas que possuem uma pequena relação com as palavras, podem ter seu interesse pelas palavras ampliado através da atuação do professor.
Depois das reflexões sobre o filme, compartilhamos uma torta e combinamos que em fevereiro nos reuniremos novamente para verificar como anda o projeto.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A décima primeira oficina

No dia 25 de novembro foi realizada mais uma oficina do GESTAR II referente ao TP2 Unidades 5 e 6. Nesta oficina analisamos os diferentes conceitos de gramática: interna, descritiva e normativa. Observamos que a gramatica descritiva permite o estudo reflexivo da língua. É o estudo reflexivo que nos permite estudar as possibilidades linguíticas mais adequadas a determinado momento de comunicação, ao contrário da normativa que desconsidera as situações de interação.
Após discutimos questões relacionadas a frase a sua organização, o período, oração e as várias possibilidades de organização da frase e do período.
Dando continuidade socializamos os Avançando na prática, produzidos pelos alunos e realizamos a proposta de atividade com textos.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009



A Décima Oficina


No dia 18 de novembro foi realizada a segunda oficina do TP1 referente às unidades 3 e 4. Para iniciar o encontro entreguei para as cursistas algumas tiras do personagem Snoopy. Realizamos a leitura coletiva e pensamos em atividades que poderiam explorá-las com os alunos. Dando continuidade, analisamos os aspectos teóricos do TP como a mudança da noção do conceito de texto, a importância de trabalharmos com imagens, no caso, fotografias. Discutimos também o conceito de competência discursiva, ficando claro as cursistas que ela será desenvolvida se possibilitarmos aos alunos o contato com os diferentes gêneros textuais. No momento que falamos dos objetivos de leitura, as professoras destacaram a dificuldade que os alunos têm em relação a isso, pois quando precisam de alguma informação não sabem em que tipo de texto poderão encontrá-la. Comentamos também a importância de desenvolver atividades nas quais os alunos devem observar o ponto de vista presente nos textos. Posteriormente cometamos as atividades que as cursistas aplicaram com seus alunos. O que chama a atenção é que a maioria das cursistas escolhe atividades do AAA para trabalhar com os alunos. Para finalizar desenvolvemos a atividade proposta para esta oficina ,ou seja, trabalhar com a fábula A língua . A questão que norteou o trabalho era: Que relação podemos estabelecer entre a fábula e o assunto de nossa unidade? no caso o texto. Verifiquei que pelo fato do texto ser uma fábula, as cursistas logo pensaram em explorar a moral da história, mas depois de discutirmos, elas verificaram que não era essa a proposta da atividade, que o texto deveria ser estudado enquanto texto, gênero e não apenas pela sua moral.
A Nona Oficina


No dia 11 de novembro realizamos a nona oficina do programa que contemplou as unidades 1 e 2 do TP1. O assunto foi variantes lingüísticas: dialetos e registros e desfazendo equívocos. Inicialmente entreguei as cursistas alguns textos que continham diferentes variedades lingüísticas para elas perceberem a riqueza da língua portuguesa.
Confesso que fiquei feliz com o resultado da conversa inicial, pois percebi que as cursistas dominavam as informações presentes no TP. Discutimos muito sobre as variedades da língua portuguesa, comparamos exemplos que caracterizam a fala do nosso município, com a de municípios vizinhos. Além disso, discutimos sobre o preconceito que existe em relação a algumas variedades e o quanto precisamos trabalhar para combater isso. Dessa forma a parte inicial destinada a discussão dos aspectos teóricos transcorreu tranquilamente. Posteriormente passamos a socializar as atividades desenvolvidas pelos alunos. Algumas cursistas não conseguiram concluir a atividade com os alunos devido ao pouco tempo entre uma oficina e outra, pois estou realizando encontros semanais. Após analisar os trabalhos dos alunos, realizamos o trabalho proposto com a crônica A outra senhora, de Carlos Drumonnd de Andrade. As cursistas conseguiram responder as questões com tranqüilidade. Em relação à última questão que pedia se elas trabalhariam essa crônica com os alunos, elas disseram que até poderiam, mas acreditam que os alunos teriam muita dificuldade em entendê-la pela linguagem apresentada. Pude observar que as cursistas perceberam o quanto é importante explorar essa diversidade linguistica para ampliar a competência discursiva dos alunos.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A Oitava Oficina

No dia 04 de novembro foi realiza a oitava oficina do Gestar II referente Unidade 23: O processo de produção textual: revisão e edição e a Unidade 24: Literatura para Adolescentes.
Iniciamos a oficina e as cursistas já relataram as dificuldades que estão tendo para aplicar os Avançando na Prática uma vez que para concluir em dezembro deste ano estou realizando os encontros semanalmente. Após entreguei a síntese das unidades 23 e 24 para discutirmos:

Unidade 23: O processo de produção textual: revisão e edição

· A revisão é uma das etapas da produção que requer mais esforço para ser aprendida e utilizada. O ensino e a aprendizagem do processo de revisão requerem uma prática de estratégias de releitura, reflexão e do afastamento do escritor de seu próprio texto.
· Um texto é construído em processo. Este, geralmente, é iniciado por uma preparação que inclui atividades de pesquisa de materiais e conteúdos sobre o tema e de leitura, compreensão e de interpretação de textos que subsidiam as etapas de planejamento e escrita.

Questões para revisão




1- O texto cumpre seu objetivo?
2- Consciência da audiência;
3- Relevância do conteúdo;
4- Sequenciação da informação;
5- Nível de formalidade;
6- Função da comunicação;
7- Convenção ( formato do documento);

A revisão é desencadeada por comparação entre o que se tem como objetivo e texto planejado que está sendo produzido.

Nas atividades de revisão, você pode verificar elementos referentes à estrutura do texto, do gênero, à seqüência de idéias, além de corrigir ortografia, pontuação e outros elementos locais de coesão.

Ao salientar algum desses pontos soltos no texto do aluno, os comentários de professores produzem um monólogo, pois caracteristicamente apontam erros e ambigüidades, mas muito raramente oferecem sugestões práticas para que o aluno entenda o ponto de vista do revisor e proceda a uma revisão eficaz de seu texto.

Comentários muito gerais não possibilitam uma reflexão sobre a relação entre o seu texto e os elementos que compõem a situação sócio-comunicativa. A avaliação processual objetiva analisar o que os alunos têm a contar, suas opiniões que estejam defendendo, informações que podem dar.

O autor tem que aprender a dialogar com o próprio texto, internalizar, modelar de forma variada as questões que possam surgir a partir da leitura de seu texto, aprendendo a antecipar questões e tentando resolve-las para que seu texto não cause problemas de compreensão.


Uma forma interessante de desenvolver atividades de revisão e edição é contando com a leitura feita por colegas, seja individual ou coletivamente.
Estratégias de revisão

· Um texto pode ter problemas de coerência e coesão. Portanto, uma atividade recomendada é fazer brincadeiras com textos acessíveis em que falte um pedaço dê a sensação que “há algo faltando” ou que “ há algo esquisito”.

· Ensine seus alunos a deixarem alguns problemas para serem retomados numa segunda leitura do texto, como dificuldades em encontrar um termo mais adequado.

· Sugira que marquem o local em que falta um termo ou escrevam um sinônimo e depois resolvam o problema indo ao dicionário.


· Assim como nas etapas de planejamento e escrita, a revisão e edição têm que ter um limite, principalmente na escola (na vida profissional nos delongamos mais), pois se corre o risco de desmotivar o aluno. A idéia é que o professor aja com tranqüilidade, adicionando numa mesma aula uma ou outra sugestão. A sobrecarga de informações pode tornar ineficaz o trabalho com o processo, assim como a longa duração da produção de um mesmo texto.

· A questão colocada, então, para se começar a trabalhar em sala de aula, é fazer que o aluno consiga identificar problemas no seu texto, organizando o ensino e o aprendizado a partir dos conhecimentos que já construiu.

· Como vimos, revisar e editar implicam comparar, identificar, anotar, apagar, inserir, criar espaço, copiar trechos e mesmo o texto todo, se não houver computadores à disposição.


· A prática individual pode ser alternada por práticas de escrita em grupo, como as propagandas, ou mesmo coletivas, de todos com o professor. Uma idéia interessante é produzir uma caixa com tiras contendo marcadores de tempo e espaço e produzir um texto coletivo em que alguns venham para frente e retirem um dos marcadores, enunciem para o grupo e o próximo a continuar a história tenha que inserir o marcador em sua frase ou período. O professor transcreve o texto que esteja sendo ditado no quadro e, ao final da tarefa, divide os alunos em grupo para que trabalhem aspectos de coesão e coerência . Em seguida, os grupos podem apresentar seus textos oralmente, ou pendurá-los no varal de textos ou, ainda, colocá-los numa caixa do professor, para textos já editados, esperando o retorno do professor para uma nova discussão e diálogo.

· As listas devem mudar à medida que as crianças também se modificam e, uma vez que existe uma imensa variedade de capacidades dentro de uma sala de aula, faz sentido confeccionar se vários tipos diferentes de listas de verificação, cada uma representando diferentes níveis de sofisticação.


· Alguns professores sugerem que os alunos comecem a ler o texto a partir de seu final, de modo que possam ver as palavras fora do contexto e os erros óbvios.

· [ ..] O ponto mais importante na minha opinião é fazer com que as crianças percebam que a edição envolve mais do que a correção de erros. Este é um ato criativo, um período de encurtar e ligar, para tornar a linguagem mais “ enxuta”, para colocar em ordem os pensamentos e para escutar a poesia e o ritmo das sentenças que se escreve.

Unidade 24: Literatura para Adolescentes

Problemas de leitura


1- Nossos alunos, quando muito, lêem de modo superficial, “Lêem a linha”, mais fácil de ser aprendida numa leitura rápida.
2- A dificuldade com relação à leitura autônoma, mesmo de significados superficiais e evidentes, leva a pouca criticidade, à ausência de extrapolações ou inferências menos óbvias ( não lêem as entrelinhas,ou o por trás das linhas).
3- Nossos alunos lêem pouco também do exigido pela escola, e em geral essa leitura “ não escolar” elege poucas vezes o livro.Privilegiam o texto curto, em revistas ou jornal, o que parece contribuir decisivamente para a leitura rasa, percebida nas pesquisas.


A família é fator importantíssimo na formação de todos os valores dos filhos, e o gosto pela leitura é um desses valores.

É preciso que o professor viva este discurso, e que a literatura seja uma presença constante no seu cotidiano . E isso só ocorre quando o professor lê literatura e sabe ler verdadeiramente literatura.


Seus problemas de leitura insuficiente estão ligados também a uma leitura insuficiente do professor e de práticas pouco produtivas da escola, em torno de ato ler.
Numa revisão de posturas, o professor precisaria insistir em leituras mais longas, completas, e dar um espaço privilegiado para o livro de leitura.

Em outras palavras: a imposição é um bom caminho para se pensar a leitura como valor?No campo de criação de valores, sabemos que, ao longo da vida, nos aproximamos das experiências que dão prazer e repelimos as que geram desprazer e desconforto.

A prática de exigir de toda a turma a leitura de uma mesma obra é, também, um engano.

Certos professores dizem que todos os alunos precisam ler aquele tal livro, porque ele é fundamental o estudo da literatura, ou argumento parecido.

Jogar a literatura para o campo instrucional pode tirar dela o poder de fantasia e do jogo, que alimentam outra parte importante de nossa vida.

Ao propor uma leitura literária é fundamental que o literário seja o prioritário, e que o informativo emerja da construção artística, e não o contrário.

As cursistas gostaram do material sobre a produção: revisão e edição, pois no desenvolvimento de suas aulas, elas relatam que os alunos empolgam-se com as atividades de produção propostas, mas no momento de produzir efetivamente os textos, os alunos apresentam muitas dificuldades. Assim sendo as atividades de revisão e edição propostas pelo TP, auxiliarão os alunos na superação de suas dificuldades de produção, pois permitem que o aluno tenha um novo olhar sobre sua produção. Em relação às questões de leitura, o grupo percebeu o quanto a motivação do professor é essencial para o desenvolvimento do gosto pela leitura. Dando continuidade, os professores compartilharam experiências que deram certo com o trabalho de leitura. Fiquei feliz, pois a maior parte do grupo acredita que o trabalho com a leitura está ligado ao prazer, ao envolvimento. Ler também é uma tarefa que exige, mas no momento que o aluno é cativado fica mais fácil. Para encerrar a oficina, realizamos um exercício de produção e revisão, no qual as cursistas puderam por em prática os aspectos teóricos propostos no TP.







sexta-feira, 6 de novembro de 2009


A Sétima Oficina


No dia 21 de outubro realizamos a oficina referente à Unidade 21: Argumentação e linguagem e à Unidade 22: Produção textual: Planejamento e escrita. Num primeiro momento foi lida a seguinte mensagem:

A lenda do monge e do escorpião


Monge e discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas.O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido à dor, o homem deixou-o cair novamente no rio.
Foi então a margem tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou.Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada.
Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.
"Mestre, deve estar doendo muito! Porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão!"O monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu:
"Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha."Esta parábola nos faz refletir a forma de melhor compreender e aceitar as pessoas com que nos relacionamos.
Não podemos e nem temos o direito de mudar o outro, mas podemos melhorar nossas próprias reações e atitudes, sabendo que cada um dá o que tem e o que pode.
Devemos fazer a nossa parte com muito amor e respeito ao próximo. Cada qual conforme sua natureza, e não conforme a do outro.

As cursistas concluíram que os professores no seu dia a dia deveriam ter uma atitude semelhante a do monge, ou seja, não deveriam se igualar aos alunos nas atitudes, procurando sempre ser um exemplo.
Após essa reflexão, discutimos a parte teórica do TP. Junto a essa teoria as cursistas relataram suas práticas com a argumentação em sala de aula. Elas perceberam que o texto argumentativo pode ser trabalhado não apenas com as séries finais do ensino fundamental como 7ª e 8ª séries, mas também com as séries iniciais. As cursistas gostaram da parte teórica do TP, pois ele traz diferentes gêneros que contemplam a tipologia argumentativa, portanto as cursistas tiveram a oportunidade de perceber que a argumentação está presente não apenas em textos dissertativos. Em seguida discutimos a importância do planejamento antes da produção, sendo que as cursistas relataram a dificuldade que os alunos têm em planejar textos, portanto devido a esse fato, reforçou-se a importância de desenvolvermos esse tipo de trabalho com nossos alunos. Dando continuidade realizamos a atividade proposta para a oficina.

terça-feira, 20 de outubro de 2009


A Sexta Oficina

No dia 14 de outubro, nos reunimos a fim de trabalhar Unidade 19 sobre coesão textual e a Unidade 20: Relações lógicas no texto.
Primeiramente entreguei as cursistas duas crônicas de Marta Medeiros: para elas descobrirem a sequencia do texto. Meu objetivo era que elas percebessem os elementos de coesão e as relações lógicas no momento de ordenar os textos.
Em seguida, entreguei a elas pequenos textos e questionei se em todos eles existia coesão e coerência. Percebi que nem todas se sentiram seguras no momento de suas respostas. Após entreguei a sistematização do oficina, faço isso em todas as oficinas , mas apenas agora resolvi postar também:

Unidade 19 : Coesão textual


A coesão e coerência são parceiras para fazer um texto ter sentido.


Enquanto a coerência “combina” os textos com seu exterior, com a situação sócio comunicativa, com suas finalidades, com seu contexto, a coesão “combina” os textos no seu interior, ligando as partes de maneira a formar um todo. Esses dois aspectos de construção textual – a coerência e a coesão são responsáveis pela interpretação significativa e coerente de um texto.

Coesão por justaposição: não existem elos coesivos lingüísticos, é a colocação das palavras que gera a coesão.

Coesão referencial: é um processo linguístico que remete a interpretação de um elemento expresso no texto a outro que já foi utilizado pra construir esse texto.
A coesão textual pode apontar:
§ para alguns elementos fora do texto: referência exofórica.
§ para alguns elementos presentes no texto: referência endofórica.

A referência endofórica por sua vez divide-se:

§ anáfora: se o elemento referido vem antes do elemento que ele faz remissão.
§ catáfora quando o elemento referido vem depois, é “anunciado”.

Coesão seqüencial: procedimento lingüístico que, além de interligar as partes do enunciado, faz o texto progredir no desenvolvimento do tema. Além de ligar idéias ou informações, os elementos da coesão seqüencial provocam expectativa de continuidade de sentidos no teto e instruem o leitor/ouvinte sobre como devem ser interpretados esses sentidos.

Unidade 20: Relações lógicas no texto

São as relações lógicas que sustentam a continuidade de sentido de um texto e, por isso, estão intimamente ligadas a coerência textual.

Relação lógica de temporalidade: têm a função de localizar os fatos ou eventos referidos pelo texto em “tempos” relacionados ao momento da interação.

Nem sempre a temporalidade é expressa por elementos linguísticos; muitas vezes apenas a ordem em que os fatos são relatados serve para que possamos como leitores, (re) construir a lógica de sua cronologia.

Relação lógica de identidade: parte da comparação entre elementos linguísticos que remetem ao mesmo objeto de referência para estabelecer que se trata do mesmo objeto do discurso. Em um língua natural, essa comparação nunca é absoluta e total porque o contexto de uso é relevante para criar certos efeitos de sentido ou provocar uma certa finalidade discursiva.

Relação lógica de negação: representa a exclusão, a rejeição de uma informação ou da possibilidade de ocorrência de algum fato ou evento.
Às vezes, porém usamos negativas que não tem objetivo de excluir informações: usamos uma negação também par expressar afirmações. Fazemos isso por diversas razões, como para amenizar a força de uma afirmação, quando, por exemplo, para afirmar sua esperteza ou inteligência, dizemos: Ele não é nada bobo!

Relação lógica de implicação/conclusão: Ao ler um texto, muitas idéias ou informações nem precisam ser explicitas, pois ficam entendidas na situação de comunicação.

Depois da análise dos aspectos teóricos, as cursistas relataram a aplicação dos avançando na prática. As atividades escolhidas foram do AAA, achei isso importante, pois nas primeiras oficinas isso nunca aconteceu. Creio que isso aconteceu depois que eu comecei a relacionar a parte teórica das oficinas com as atividades dos AAAs. Os exercícios escolhidos foram Uma história sem pé nem cabeça e PLAT. Elas relataram que os alunos empolgaram -se com a atividade escolhida, pois as duas são um desafio para o aluno. Apesar disso, as cursistas relatam que quando chega o momento da produção os alunos ainda apresentam dificuldades.
Dando continuidade a Oficina, as cursistas deveriam produzir um anúncio publicitário que explorasse os aspectos teóricos estudados, principalmente a relação lógica de negação. Nessa oportunidade elas puderam observar que isso não é uma atividade muito fácil, mas mesmo assim conseguiram produzir o anúncio.


Oficina Aberta- Simulando o projeto.

No dia 07 de outubro, reuni as cursistas com o objetivo de propor um exercício que as ajudasse a pensar sobre o Projeto. Num primeiro momento foi entregue o seguinte texto:

Certa vez, o dono de um pequeno sítio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o na rua: - Sr. Bilac, estou precisando vender o meu sítio, que o senhor tão bem conhece. Será que o senhor poderia redigir o anúncio para o jornal? Olavo Bilac apanhou o papel e escreveu: "Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeirão. A casa banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranqüila das tardes, na varanda". Meses depois, o poeta encontra o homem e pergunta-lhe se havia vendido o sítio. - Nem pense mais nisso, disse o homem. Quando li o anúncio é que percebi a maravilha que tinha! Às vezes, não descobrimos as coisas boas que temos conosco e vamos longe atrás da miragem de falsos tesouros. Valorize o que você tem, os amigos que estão perto de você, o emprego que Deus lhe deu, o conhecimento que você adquiriu, a sua saúde, o sorriso do seu filho. Esses são os verdadeiros tesouros

Além de mensagem inicial, a texto acabou se tornando uma proposta de aula, pois as cursistas perceberam que o anúncio produzido pelo poeta estava escrito numa linguagem não comum as dos anúncios. Então se pensou em entregar apenas a parte inicial do texto para os alunos e pedir que eles escrevessem o anúncio, após se entregaria a eles o restante do texto para verificar a diferença entre a produção dos alunos e a do texto. Em seguida, elas realizariam uma comparação entre as duas produções. Fiquei feliz com a reação das cursistas, pois elas conseguiram em poucos minutos preparar uma aula que levasse em consideração a função sócio comunicativa do texto. Dando continuidade ao encontro, entreguei as cursistas o cronograma das atividades do Gestar II para a segunda etapa. Elas acharam que irá ser “puxado”, eu também achei, mas se devemos concluir em dezembro. Meu maior medo é que elas comecem a desistir.
Retomando o TP4, entreguei a elas cinco histórias em quadrinhos com os mesmos personagens e a mesma temática para verificar se elas conseguiam montar a história. È claro que eu não disse que existiam cinco histórias. Eu entreguei os quadros e apenas pedi se elas conseguiriam descobrir quantas histórias existiam. Confesso que elas demoraram a descobrir as seqüências corretas, mas puderam verificar quando este tipo de exercício exige dos alunos, pois é preciso retomar conhecimentos prévios, observar as pistas presentes. Certamente elas vão propor este tipo de atividade para os seus alunos.
Depois disso finalmente, entreguei a elas a proposta da noite: Pensando no Projeto...
Sua tarefa é propor atividades para um projeto Interdisciplinar que explore os gêneros textuais com a seguinte temática: a Cultura Afro Brasileira.
O trabalho foi produtivo, pois as cursistas observaram que os gêneros textuais podem ser explorados em diferentes disciplinas e não apenas em língua portuguesa. Discutimos ainda sobre a dificuldade de produção de projetos interdisciplinares, pois trabalhar sozinho é mais fácil, mais cômodo, embora se tenha conhecimento dos benefícios dos projetos interdisciplinares.





Língua: Vidas em português


O filme Língua: Vidas em português, de Victor Lopes, apresenta o rico universo dos falantes de língua portuguesa presente no mundo, hoje são mais de 200 milhões.
No filme a língua portuguesa não é vista apenas como um instrumento de comunicação, mas um organismo vivo.
É por meio da palavra que um morador do Rio de Janeiro vê sua vida de marginal e traficante ser transformada. A palavra também é o meio pelo qual um rapper morador de Moçambique acredita mudar as sua vida.
Além desses personagens, outros constituem um mosaico de culturas todas ligadas pela língua. Língua que traz o sabor doce e saudoso das lembranças como cita o músico Martinho da Vila. Língua que para os habitantes de uma aldeia de Goa é parte da herança de seus antepassados.
É através do relato desses personagens que vivem em diversos lugares do mundo que percebemos que não existe uma língua portuguesa, mas várias. É essa variedade de personagens que torna o filme um painel multicultural. São diversos sotaques, ritos.
Além de personagens comuns, o filme conta com a presença de José Saramago, João Ubaldo Ribeiro e Mia Couto. A fala desses escritores retrata uma língua cheia de riquezas, repleta de variedades.
O filme nos faz refletir sobre a beleza da diversidade da língua portuguesa.
ATIVIDADE DE REESCRITA

Durante o segundo encontro do Gestar em Porto Alegre, tínhamos que a partir do texto que segue estabelecer um conteúdo a ser trabalhado e elaborar uma atividade de reestruturação coletiva.

TEXTO:
Se criasa e se felis e te a vida pela frenti vive as aventura que o mudo tei. Dai cuando agente fica adolecente vem os problema os pai fica pegano no pedajenti ai num pode isso num podi aqilo e briga todu dia o adolecenti ai o joveim si revouta e teim muitos problema tipo asim teim minina qui aruma bariga os cara usa droga briga di cangi fuma bebi u adolecenti teim cupa mais tipo asim os pai pudia te pasciença com nóis.

O conteúdo escolhido pelo grupo para ser trabalhado é a diferença entre a língua escrita e a falada, a partir desse conteúdo organizamos a aula da seguinte maneira:
1º passo: Apresentação de um vídeo: Seu Greisson.
2º passo: Transcrever algumas falas do personagem.
3º passo: Reescrever estes mesmos trechos da maneira que o aluno achar correta.
4º passo: Questionar a função comunicativa da fala do seu Greisson.
5º passo: Apresentação do texto citado anteriormente.
6º passo: Leitura do texto em pequenos grupos.
7º passo: Questionar os alunos sobre a diferença entre a linguagem escrita e a falada.
8º passo: Reescrever o texto da maneira que os alunos acharem correta.
9º passo: Comparar a situação comunicativa do texto do aluno com a situação comunicativa do texto do seu Greisson para que os alunos percebam a diferença que existe entre uma e outra, ou seja, no texto do Greisson existe para causar humor, já o do aluno não.
A primeira etapa do GESTAR

Durante a primeira etapa do Gestar II, os professores selecionaram as atividades a serem realizadas principalmente através de dois critérios: atividades que se aproximavam dos conteúdos programados a série; atividades que estavam mais adequadas ao nível dos alunos.
Em relação ao uso dos gêneros textuais, os professores realizaram a escolha dos gêneros a serem trabalhados principalmente devido a temática que estava sendo trabalhada em sala de aula. Durante as oficinas do Gestar constatou-se, pelo relato das cursistas, que as principais dificuldades encontradas por elas centram-se em como articular as atividades propostas pelo Gestar e os conteúdos destinados às séries. Outra dificuldade é o pouco tempo destinado a leitura dos TPS e a produção dos relatórios.
No que diz respeito às produções dos alunos algumas cursistas relataram que muitos têm dificuldade no desenvolvimento das idéias principalmente pela ausência de leitura, muitos textos ainda apresentam dificuldades que, na opinião das cursistas, já deveriam ter sido superadas, tais como: parágrafo, uso de letra maiúscula.
Os momentos de análise dos textos dos alunos permitiram que se discutisse sobre o papel do professor diante destas dificuldades, ou seja, o que cada um pode fazer na pratica para os alunos superarem as dificuldades. As cursistas, então, viram na reestruturação e na reescrita uma possibilidade de aprimoramento e superação das dificuldades apresentadas pelos alunos.
Apesar dos professores sentirem a necessidades de trabalhar mais a leitura em sala de aula, isto ainda não é sistematizado, portanto essa idéia é retomada em toda as oficinas, pois as cursistas sabem o que é melhor o que precisa ser feito, mais ainda tem receio de sair daquele modelo de aula tradicional, com apenas um período destinado a leitura por semana. Isso reforça a importância do Gestar, pois é por meio das discussões realizadas nos encontros que essa realidade poderá ser modificada. É por meio da retomada do estudo das teorias que permitem as cursistas reciclarem o seu trabalho em sala de aula, isso acontece durante a leitura dos ampliando nossas referencias.
O estudo dos TPS reforça a idéia da importância de um planejamento claro para se atingir os objetivos, pois a própria sistematização das unidades dos TPS propõe que as atividades desenvolvidas não devem ser exercícios isolados, mas voltados a um fim que é o crescimento do conhecimento dos alunos.
A concepção do ensino da língua para as cursistas está mudando, pois se observa que, antes do Gestar, a pratica das cursistas estava voltada ao ensino da gramática ou a produções descontextualizadas e agora elas estão começando a ver a língua enquanto interação social, organismo vivo.
Segundo as cursistas, o trabalho com o Gestar é muito positivo, pois permite uma aprimorarão do seu trabalho em sala de aula permitindo a execução de atividades mais significativas aos alunos. O Gestar possibilita reflexão, discussão, elementos fundamentais para uma mudança das praticas pedagógicas.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009


Oficina 5

No dia 23 de setembro realizou-se a quinta oficina referente ao TP5. Neste encontro foi trabalhado com as cursistas as seguintes unidades: 17 - Estilística e 18 - Coerência textual. Como os demais encontros, este também foi muito produtivo, pois os professores puderam realizar reflexões sobre os recursos existentes relacionados ao estilo e de que forma isso pode ser trabalhado com os alunos. A troca de experiências e comentários sobre a coerência também foi muito importante, pois as cursistas puderam verificar o quanto o conhecimento prévio dos alunos é fundamental quando se trabalha com a coerência textual. Após o trabalho com as questões teóricas, passou-se ao segundo momento que diz respeito à socialização dos avançando na prática. A socialização não pode ser feita, pois apenas uma professora conseguiu aplicar a atividade, uma vez que é final de trimestre e as demais professoras não conseguiram aplicar, dessa forma decidi-se que esta atividade será retomada no próximo encontro. Posteriormente foi realizada a atividade proposta para as cursistas trabalharem no encontro, felizmente elas conseguiram perceber a utilização dos recursos estudados na oficina no anúncio presente no livro e nos demais que foram levados para o encontro.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009


A Quarta Oficina

No dia 09 de setembro foi realizada a quarta oficina envolvendo a Unidade 15 – Mergulho no texto e a Unidade 16 - A produção textual- Crenças, teorias e fazeres, referente ao TP4.
Num primeiro momento, as cursistas tiveram a oportunidade de conversar sobre os aspectos teóricos presentes nas unidades. Dedicou-se um tempo maior para esta atividade, pois se procurou relacionar os aspectos teóricos e os exercício presentes nos AAA 4. As cursistas puderam analisar os exercícios propostos, observando quais poderiam ser trabalhados com os seus alunos, propondo adaptações. Posteriormente foi realizada a socialização dos Avançando na prática. Alguns professores não conseguiram finalizar as atividades do Avançando na prática em virtude do tempo, sendo que estes irão entregar o relatório no próximo encontro. A terceira parte da oficina foi realizada apenas oralmente, sendo que as cursistas relataram que os alunos com os quais elas trabalham certamente teriam dificuldade para desenvolver a atividade proposta mesmo adaptada. O retorno da avaliação que é feito no final da oficia continua sendo positivo, principalmente devido a troca de idéias que acontece entre os professores durante a oficina
.

A segunda Oficina Aberta

No dia 28 de agosto as cursistas participaram da segunda oficina aberta: Arteterapia em sala de aula, com a arteterpeuta Rúbia Pioner. Esta oficina já fazia parte das atividades da Secretaria Municipal de Educação, então o grupo do Gestar foi convidado a participar desta atividade. O encontro foi produtivo, pois a palestrante divulgou vários projetos que podem ser desenvolvidos utilizando a arteterapia e, uma vez que as cursistas estão começando a desenvolver o projeto para ser entregue no final do curso, elas tiveram a oportunidade de conhecer o desenvolvimento de projetos deste a fase inicial até a final. Além de conhecer a sistemática do trabalho com projetos, as cursistas tiveram a oportunidade de participar de dinâmicas envolvendo a arteterapia.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009


Oficina 3

No dia 26 de agosto foi realizada a terceira oficina referente às unidades 13 e 14 do TP4. No início do encontro, resgatou-se a pergunta deixada em aberto na Oficina 2 sobre letramento. Dessa forma discutiram-se questões relativas à alfabetização e ao letramento, após foi distribuído um esquema de informações importantes das unidades estudadas para análise e discussão no grupo. Durante esse momento, as cursistas puderam verificar que trabalhar a leitura e a escrita de forma eficiente depende do desenvolvimento de atividades que nos levam a praticar e refletir sobre as diferentes situações sociocumunicativas, os gêneros, as técnicas de leitura e escrita, dependendo dos objetivos e temas propostos. O desenvolvimento das competências de leitura e escrita depende também da intervenção criativa, crítica e funcional do professor que planeja atividades e práticas. Além disso concluiu-se que uma forma eficiente para produção de conhecimento de leitura e escrita é partir do aproveitamento dos conhecimentos prévios dos alunos, do conhecimento que tem sua cultura local, permitindo o desenvolvimento de um processo de ensino-aprendizagem significativo. Posteriormente foi feita a socialização dos avançando na prática. Uma das cursistas aplicou a atividade com o poema Cidadezinha Qualquer ,de Carlos Drummond de Andrade sendo que esta atividade foi socializada num último momento. Observa-se que o Programa do GESTAR II possibilita reflexões significativas a respeito da leitura e escrita, além de uma troca de experiências o que engrandece o trabalho dos professores, sendo esse um dos principais fatores que são destacados no momento da avaliação das oficinas pelas cursistas.
Discutindo o Projeto

No dia 19 de agosto, aconteceu o primeiro encontro para discutir o Projeto que deverá ser entregue no final da formação. Inicialmente foi feita a leitura e teceram-se comentários sobre o texto Rosas Silvestre , de Clarice Lispector. Após apresentou-se a avaliação diagnóstica de entrada do programa GESTAR II proposta pelo MEC. Dando continuidade ao encontro, foi lido e discutido a matéria de capa da revista Nova Escola de agosto: Como trabalhar com gêneros. Este texto foi entregue as cursistas ,pois a proposta do texto vai ao encontro da proposta do GESTAR II , além do fato de trazer sugestões de como desenvolver atividades envolvendo os gêneros textuais.
Adriane Stocco

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O vírus A H1N1

Como forma de evitar a expansão do Vírus A H1N1, o recesso escolar foi prolongado no município de Flores da Cunha.

De acordo com o decreto executivo Nº 3849, de 30 de julho de 2009, fica adiado o início das aulas do segundo semestre de 2009 para o dia 17 de agosto. Devido a este fato a Segunda Oficina Aberta prevista para dia 03/08 e a OFicina 3 e Oficina 4, programadas respectivamente para os dias 05/08 e 12/08, tiveram que ser suspensas, uma vez que os professores não tem como aplicar os Avançando na Prática com os alunos. Estou muito preocupada, pois este fato comprometerá o cronograma previsto.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

A oficina 2

A segunda Oficina, referente às unidades 11 e 12 do TP3, aconteceu no dia 8 de julho. Neste encontro as cursistas tiveram a oportunidade de trabalhar com as sequências tipológicas. Num primeiro momento, foi feita uma discussão sobre os aspectos teóricos presentes principalmente na Unidade 11. Os professores desconheciam o nome de algumas sequências tipológicas tais como: a injuntiva e a preditiva. A discussão também foi válida, pois as cursistas puderam observar a diferença entre os textos dissertativos argumentativos e expositivos.
No momento de relatarem suas experiências, constatou-se a dificuldade que os alunos têm em relação à produção textual. Dificuldades relacionadas à utilização de parágrafos, o uso dos travessões, o de letra maiúscula, portanto verificou-se novamente a necessidade de se enfatizar mais a produção textual durante as aulas de língua portuguesa. Discutiu-se sobre a falta de conhecimentos básicos para a produção textual, presentes nos alunos de 5ª série, portanto foi levantada a questão: O que as crianças de currículo estão aprendendo nas aulas de língua portuguesa? Reforçou-se a ideia de que se a dificuldade existe, ela deve ser trabalhada agora, não adianta reclamar que o aluno tem sérios problemas é preciso ajudá-los a sanar estas dificuldades.
A proposta de atividade foi muito produtiva e significativa, uma vez que os professores conseguiram identificar as sequências tipológicas e verificar a intertextualidade de gêneros existente no texto de Jô Soares, Além disso, elas conseguiram observar o quanto a função comunicativa do texto interfere na escolha do gênero por parte do autor. Após a avaliação da oficina, lançou-se a pergunta: Somos todos letrados? O que é letramento?

terça-feira, 14 de julho de 2009

A primeira oficina aberta

No dia 01/07 foi realizada a primeira oficina aberta, uma vez que o município estava promovendo o curso: Educação Infantil um desafio Constante, as cursistas foram convidadas a participar do encontro sobre Contação de histórias, com a professora da Sinara Maria Boone, coordenadora do polo de Arte na Escola,da Universidade de Caxias do Sul. A oficina foi muito produtiva, pois as cursistas tiveram a oportunidade de interagirem com um grupo maior de professoras (sessenta). Nesta oficina, foi apresentada uma panorâmica da história da literatura infantil, critérios que auxiliam a seleção das obras para os alunos e dicas de como realizar a contação de histórias. Num segundo momento, as cursistas tiveram a oportunidade de executar técnicas de contação de histórias.
Enfim a Oficina 1


A primeira oficina, referente às unidades 9 e 10 do TP3, aconteceu no dia 17/06.
A oficina foi muito boa, pois possibilitou reflexões que foram além do conhecimento sobre gêneros textuais, os professores teceram comentários sobre suas praticas diárias, como sobre a tendência que existe de concentrar a atenção no ensino da gramática e deixar a produção de lado.
A oficina iniciou com uma sistematização, ou seja, cada professor recebeu uma folha com tópicos das unidades 9 e 10. Esses tópicos foram a base das discussões sobre aos aspectos teóricos. Nestas discussões verificou-se que apenas uma cursista distinguia gêneros de tipos textuais. Isso comprova a importância do Gestar para a qualificação dos professores. O restante da oficina transcorreu de acordo com a proposta de organização, sendo que o momento da proposta de atividade foi muito produtivo e compensador, pois as cursitas produziram várias atividades e observaram com o trabalho com os gêneros é riquíssimo.
As Cursistas

Adriana Fátima Conte Zietolie tem 41 anos, é professora da rede municipal de ensino há 18 anos, possui formação em Licenciatura Plena em Letras. Neste ano de 2009, trabalha 20 horas semanais com alunos de 5ª e 6ª séries.

Carmeline Zorzi Munaro tem 30 anos, é professora da rede municipal de ensino há 10anos, possui formação em Licenciatura Plena em Letras, pós-graduação em Estruturas da Língua e pós-graduação em Informática Educativa. Neste ano de 2009, trabalha 30 horas como vice-diretora e 10 horas com alunos de 6ª série.

Mônica Gelain Bolzoni tem 32 anos, é professora da rede municipal de ensino, há 5 anos, possui formação em Licenciatura Plena em Letras e pós –graduação em Informática Educativa. Neste ano de 2009, trabalha 40 horas no laboratório de Informática, sendo que assumiu uma turma para desenvolver as atividades do Gestar II.

Odali Teresinha Debortoli tem 46 anos, é professora da rede municipal de ensino há 21 anos, possui formação em Licenciatura Plena em Letras. Neste ano de 2009, trabalha 20 horas semanais com 7ª e 8ª séries.

Rubian Angélica Otobelli tem 31 anos, é professora das redes municipais de ensino dos municípios de Flores da Cunha e Caxias do Sul., há 10 anos, possui formação em Licenciatura Plena em Letras e pós-graduação em Literatura Infanto-Juvenil. Neste ano de 2009, possui uma carga horária de 40 horas semanais: 20 horas como vice-diretora e 20 horas com alunos de 5ª série.

segunda-feira, 13 de julho de 2009


Início das Atividades

A apresentação do programa Gestar II aconteceu nos dias 03/06 e 10/06, o número de cursistas não foi o esperado, pois apenas 5 realizaram as inscrições, ou seja, menos de 50% , uma vez a rede municipal possui 16 professores que atuam com a língua portuguesa. Durante estes encontros, os professores cursistas receberam o kit de livros, trabalhou-se basicamente com as informações do guia geral, enfatizou-se a proposta do Gestar, a carga horária da formação, a organização dos TPs, dos AAA. Iniciou-se a exploração do TP3. Os professores gostaram muito da qualidade do material presente no Kit.
Divulgação do Programa

No dia 20 de maio, foi realizada a divulgação oficial do programa Gestar II, no município de Flores da Cunha, nesta ocasião estavam presentes os diretores das escolas municipais, além dos membros da Secretaria Municipal de Educação. Durante o encontro foi feita um explanação sobre o Gestar II, destacou-se a importância dos diretores incentivarem os seus professores a participarem do programa. Além disso, foi entregue o cartaz de divulgação do programa e a ficha de inscrição dos professores de Língua Portuguesa e Matemática, posteriormente foi entregue um folder de divulgação para cada professor de português e matemática da rede municipal.