terça-feira, 20 de outubro de 2009


A Sexta Oficina

No dia 14 de outubro, nos reunimos a fim de trabalhar Unidade 19 sobre coesão textual e a Unidade 20: Relações lógicas no texto.
Primeiramente entreguei as cursistas duas crônicas de Marta Medeiros: para elas descobrirem a sequencia do texto. Meu objetivo era que elas percebessem os elementos de coesão e as relações lógicas no momento de ordenar os textos.
Em seguida, entreguei a elas pequenos textos e questionei se em todos eles existia coesão e coerência. Percebi que nem todas se sentiram seguras no momento de suas respostas. Após entreguei a sistematização do oficina, faço isso em todas as oficinas , mas apenas agora resolvi postar também:

Unidade 19 : Coesão textual


A coesão e coerência são parceiras para fazer um texto ter sentido.


Enquanto a coerência “combina” os textos com seu exterior, com a situação sócio comunicativa, com suas finalidades, com seu contexto, a coesão “combina” os textos no seu interior, ligando as partes de maneira a formar um todo. Esses dois aspectos de construção textual – a coerência e a coesão são responsáveis pela interpretação significativa e coerente de um texto.

Coesão por justaposição: não existem elos coesivos lingüísticos, é a colocação das palavras que gera a coesão.

Coesão referencial: é um processo linguístico que remete a interpretação de um elemento expresso no texto a outro que já foi utilizado pra construir esse texto.
A coesão textual pode apontar:
§ para alguns elementos fora do texto: referência exofórica.
§ para alguns elementos presentes no texto: referência endofórica.

A referência endofórica por sua vez divide-se:

§ anáfora: se o elemento referido vem antes do elemento que ele faz remissão.
§ catáfora quando o elemento referido vem depois, é “anunciado”.

Coesão seqüencial: procedimento lingüístico que, além de interligar as partes do enunciado, faz o texto progredir no desenvolvimento do tema. Além de ligar idéias ou informações, os elementos da coesão seqüencial provocam expectativa de continuidade de sentidos no teto e instruem o leitor/ouvinte sobre como devem ser interpretados esses sentidos.

Unidade 20: Relações lógicas no texto

São as relações lógicas que sustentam a continuidade de sentido de um texto e, por isso, estão intimamente ligadas a coerência textual.

Relação lógica de temporalidade: têm a função de localizar os fatos ou eventos referidos pelo texto em “tempos” relacionados ao momento da interação.

Nem sempre a temporalidade é expressa por elementos linguísticos; muitas vezes apenas a ordem em que os fatos são relatados serve para que possamos como leitores, (re) construir a lógica de sua cronologia.

Relação lógica de identidade: parte da comparação entre elementos linguísticos que remetem ao mesmo objeto de referência para estabelecer que se trata do mesmo objeto do discurso. Em um língua natural, essa comparação nunca é absoluta e total porque o contexto de uso é relevante para criar certos efeitos de sentido ou provocar uma certa finalidade discursiva.

Relação lógica de negação: representa a exclusão, a rejeição de uma informação ou da possibilidade de ocorrência de algum fato ou evento.
Às vezes, porém usamos negativas que não tem objetivo de excluir informações: usamos uma negação também par expressar afirmações. Fazemos isso por diversas razões, como para amenizar a força de uma afirmação, quando, por exemplo, para afirmar sua esperteza ou inteligência, dizemos: Ele não é nada bobo!

Relação lógica de implicação/conclusão: Ao ler um texto, muitas idéias ou informações nem precisam ser explicitas, pois ficam entendidas na situação de comunicação.

Depois da análise dos aspectos teóricos, as cursistas relataram a aplicação dos avançando na prática. As atividades escolhidas foram do AAA, achei isso importante, pois nas primeiras oficinas isso nunca aconteceu. Creio que isso aconteceu depois que eu comecei a relacionar a parte teórica das oficinas com as atividades dos AAAs. Os exercícios escolhidos foram Uma história sem pé nem cabeça e PLAT. Elas relataram que os alunos empolgaram -se com a atividade escolhida, pois as duas são um desafio para o aluno. Apesar disso, as cursistas relatam que quando chega o momento da produção os alunos ainda apresentam dificuldades.
Dando continuidade a Oficina, as cursistas deveriam produzir um anúncio publicitário que explorasse os aspectos teóricos estudados, principalmente a relação lógica de negação. Nessa oportunidade elas puderam observar que isso não é uma atividade muito fácil, mas mesmo assim conseguiram produzir o anúncio.


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